
DUTOS DOS EUA

DUTOS DOS EUA
Ainda pouco utilizado no Brasil, materiais compósitos (tendo como base a fibra de vidro) começam a ser utilizados como reparos permanentes em oleodutos. A idéia é substituir a solda de chapas (dupla calha) nos oleodutos que requer trabalho a quente, pela aplicação de uma luva de material compósito. Duplas calhas são utilizadas quando o duto perde espessura, por corrosão interna/externa ou arrancamento de material e amassamentos.
A facilidade de transporte do material compósito e a não necessidade de trabalho a quente são uma grande vantagem sobre o método “dupla calha”. O centro de Pesquisas da Petrobras aprovou a aplicação das luvas de material compósito. E dentro das normas internas da empresa a luva de material compósito é considerado um reparo permanente assim como a dupla calha.
O material compósito é recomenda nas seguintes normas:
- Petrobras N2737 – norma de manutenção de oleoduto e gasoduto terrestre
- ASME B31.4 e B31.8 – Normas de construção de dutos;
- API 1160 e DOT 49 CFR 195 – Normas de gerenciamento de Dutos
A empresa Rust vem fazendo aplicações de luvas em vários dutos. No site da empresa é possível encontrar características mecânicas, químicas e ensaios de laboratório.
Site da Rust www.rust.com.br
Como referência para analise de defeitos de corrosão em dutos selecionei alguns metodos mais usados:
ASME B31G – Manual for Determining the Remaining Strength of
Corroded Pipelines;
RPA – Rectangular Parabolic Area;
Metodo Effective Area – Software RSTRENG ;
DNV RP-F101 – Corroded Pipelines;
N-2786 (Norma Petrobras) – Avaliação De Defeitos E Modos De Falha Em Oleodutos E Gasodutos Terrestres E Submarinos Rígidos Em Operação
O Pipesize é um software gratuito que dimensiona o diâmetro de uma tubulação a partir da densidade da fluido (kg/m3), viscosidade (cP) e vazão desejada (m3/h).Pode-se escolher o material da tubulação entre aço carbono e aço inox
Ainda é possivel modificar uma série de fatores de influência.
Este software cálcula o diâmetro exato da tubulação, portanto não segue normas construtivas ASME e API por exemplo.
Vale a pena te-lo para comparar com valores obtidos por outros metodos.
O software esta no disco virtual 4shrared, para fazer o download clique no link abaixo.
http://www.4shared.com/file/56219529/3a4b66d7/PipeSizer.html
Apostila básica de ultra som, com 80 páginas.Além da descrição da técnica, apresenta também o critério de aceitação segundo a norma ASME.
Escrita por Ricardo Andréucci, setembro de 2006.
Para fazer o download clique no link abaixo, a apostila esta em formato PDF.
http://www.4shared.com/file/55454439/c2c9ba3c/END_Ultra_Som.html
Indice da Apostila
Princípios básicos do método
Limitações em comparação com outros ensaios
Vibrações mecânicas
Frequência , velocidade e comprimento de onda
Definições de Bell, e Decibel, Ganho
Propagação das ondas acústicas no material
Geração das ondas ultra-sônicas
Interface, Acoplantes
Diagramas AVG ou DGS
Técnicas de Inspeção
Aparelhagem
Procedimentos específicos de inspeção
Avaliação e critérios de aceitação
Guia para Exercícios Práticos
Questões para Estudo
Gabarito das Questões
Obras consultadas
A qualificação pelo Sistem Nacional de Qualificação de Certificação de Pessoal em Ensaios não Destrutivos – SNQC/END, em relação ao ensaio não destrutivo de Ultra-Som é dividido assim:
US – N1 – ME – Certificação em Ultra-som, Nivel 1, medição de espessura.
US – N1 – CL – Certificação em Ultra-som, Nível 1, Chapa Laminada
US – N2 – S1 – Certificação em Ultra-som, Nível 2, Junta de Topo, esp ≥1.5mm, Ф≥8″
US – N2 – S2 – Certificação em Ultra-som, Nível 2, Junta de Topo, esp ≥6 mm, Ф≥8″
US – N2 – S2.1 – Certificação em Ultra-som, Nível 2, Junta de Topo, esp ≥4.8mm, Ф≥2″
US – N2 – S3 – Certificação em Ultra-som, Nível 2, Junta em Ângulo
US – N2 – S4 – Certificação em Ultra-som, Nível 2, Conexão
US – N2 – S4.1 – Certificação em Ultra-som, Nível 2, Conexão e altura da descontinuidade
US – N2 – AE1 – Certificação em Ultra-som, Nível 2, Junta tubular (nó)
US – N2 – AE2 – Certificação em Ultra-som, Nível 2, Ultra – Som Automatizado
US = Técnica (Ex. Ultra Som)
N = Nível (Ex. N1)
S, CL, ME,… = Subnível (S2)
Alguém que se certifica em um nível acima também esta certificado em todos os níveis abaixo.
Exemplo: US-N2-S1, certifica também em US-N1-CL e US-N1-ME
Referência:
Com a criação da NR-13 em 1995, surgiu junto a obrigatoriedade dos testes hidrostáticos (TH) nos equipamentos enquadradados nesta norma. Porém mesmo antes do surgimento de referida norma, essa já era uma prática adotada em muitas empresas.
Inicialmente pode-se pensar que o TH é apenas uma ferramenta utilizada pela equipe manutenção de equipametos em uma planta industrial para a verificação de vazamentos. Mas a sua obrigatoriedade prevista pela NR-13, possui outro interesse; a segurança dos trabalhadores.
Outra importante aplicação do TH, é como método de alívio de tensões geradas no processo de soldagem na fabricação do equipamento.
Porém nem só de benefícios está cercada esta técnica. Pode-se listar algumas das desvantagens ligadas a realização do TH:
Bibliografias referentes ao estudo para aplicação do TH não formam unanimidade em relação a sua aplicação. E exatamente por existir a obrigatoriedade legal, os profissionais envolvidos com estes equipamentos são obrigados a enfrentar um desafio. Como foi descrito acima, um TH pode deflagrar o crescimento subcrítico de uma descontinuidade sem a destruição do equipamento, porém com a consequente fragilização da estrutura, e pior sem nenhum mapeamento desse crescimento, já que não é comum a reinspeção de um equipamento após a realização de um TH. Fato colocado, a obrigatoriedade legal então não estaria entrando em contradição, já que a realização do TH com o intuito de proteger o trabalhador, poderia aumentar sua exposição ao risco de acidentes na operação destes equipamentos?
E certo que, relatos sobre acidentes originados no crescimento subcrítico de descontinuidades após realização de TH são pouco encontrados na indústria petroquímica ou petrolífera, mas mesmo assim alguns profissionais defendem não ser prudente essa obrigatoriedade, mas sim que cada caso deveria ser estudado individualmente.
Como forma de se “proteger” desta obrigatoriedade, alguns profissionais iniciaram alguns estudos sobre o crescimento e a propagação crítica e subcrítica de descontinuidades e formas de identificá-las.
Um estudo bem interessante pode ser encontrado no endereço http://www.tede.ufsc.br/teses/PEMC0839.pdf onde o profissional realiza este estudo em dois vasos de pressão sendo um contruído em aço carbono com a introdução de um defeito na fabricação do tipo falta de fusão em um bocal, e o outro um vaso vertical contruído em aço inox austenítico que sofreu processo de corrosão sob tensão sob o isolamento térmico gerando micro trincas em grandes áreas dos costado do equipamento.
Referências:
ANÁLISE DE DEFEITOS DE TESTES HIDROTÁTICOS EM VASOS DE PRESSÃO - Filho, Eng. Jorge dos Santos Pereira – Tese de Mestrado apresentada a Universidade Federal de Santa Catarina – 2004.
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Categoria do Vaso
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Exame Externo
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Exame Interno |
TesteHidrostático |
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I |
1 ano |
3 anos |
6 anos |
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II |
2 anos |
4 anos |
8 anos |
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III |
3 anos |
6 anos |
12 anos |
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IV |
4 anos |
8 anos |
16 anos |
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V |
5 anos |
10 anos |
20 anos |
Estabelecimentos que possuam “Serviço Próprio deInspeção de Equipamentos”, conforme citado no Anexo II:
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Categoria do Vaso
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Exame Externo
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Exame Interno |
TesteHidrostático |
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I |
3 anos |
6 anos |
12 anos |
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II |
4 anos |
8 anos |
16 anos |
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III |
5 anos |
10anos |
a critério |
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IV |
6 anos |
12 anos |
a critério |
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V |
7 anos |
a critério |
a critério |
Vou deixar disponivel para download uma planilha do excel que cálcula a espessura mínima da parede de um tubo (ASME-B 31.4) e também a vida residual do tubo, ou seja, quanto tempo leva para que a espessura do tubo chegue a mínima recomendada. O tempo de vida util de um tubo varia conforme a sobre espessura de corrosão, pressão de operação, e a taxa de corrosão (mm/ano).
O arquivo do excel está no disco virtual 4shared , clincando no link abaixo você vai ser direcionado:
PLANILHA CÁLCULO DE ESPESSURA MÍNIMA E VIDA RESIDUAL
Referência:
ASME: American Society Of Mechanical Engineers – www.asme.org
Norma ASME B 31.4
Título: Liquid transportation systems for hydrocarbons, liquid petroleum gas, anhydrous ammonia, and alcohols
Idioma: Inglês
Páginas: 108
Publicada por : The American Society of Mechanical Engineers
Por muitas vezes, o inspetor de equipamentos tem que realizar a escolha de um exame por ensaio não destrutivo para complementar sua inspeção e dar maior confiabilidade em seus laudos.
A escolha destes ensaios nas inspeções de manutenção possuí vários fatores, no qual pode até mesmo determinar diferentes ensaios nas diversas partes de um mesmo equipamento. Mas como forma de orientação, podemos considerar que os principais itens que influênciam essa escolha são:
Assim, antes de escolher o Ensaio Não Destrutivo “END” é necessário conhecer os itens descritos acima. A tabela abaixo faz uma sugestão entre correlação usual entre mecanismos de deterioração, tipo de descontinuidade e “END” mais adequado para o caso.
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MECANISMO DE DETERIORAÇÃO |
TIPO DE DESCONTINUIDADE |
LOCAIS MAIS PROVÁVEIS |
“END” MAIS INDICADO |
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Fadiga |
Microtrincas superficiais |
Pontos de concentração de tensões ( ex. soldas, ZTA de solda, canto reto de bocais, solda de suportes, etc.). |
Partículas Magnéticas ou Líquidos Penetrantes. |
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Fluência |
Trincas superficiais e deformações |
Regiões de altas temperaturas com carregamento de tensões |
Partículas Magnéticas ou Líquidos Penetrantes, Dimensional e Medição de Espessura. |
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Choque Térmico |
Trincas superficiais e deformações |
Locais sujeitos a grandes variações de temperaturas |
Partículas Magnéticas ou Líquidos Penetrantes. |
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Corrosão Sob Tensão |
Trincas superficiais |
Pontos de concentração de tensões e meio propício ( geralmente locais com altas concentrações de cloretos) |
Medição de Espessura ou Radiografia / Gamagrafia. |
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Corrosão |
Perda de material |
Frestas, sob depósitos, regiões com tensões diferenciais, bocais de pequenos diâmetros, locais com deficiência na proteção superficial. |
Partículas Magnéticas ou Líquidos Penetrantes e Medição de espessura. |
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Deterioração pelo Hidrogênio |
Trincas superficiais e internas |
Chapas com segregações, tensões diferenciais e dupla laminação. |
Medição de espessura ou Radiografia / Gamagrafia. |
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Erosão |
Perda de material |
Regiões de mudança de fluxo, região com turbulência, bocais de pequeno diâmetro, e equipamentos que trabalhem com fluídos abrasivos. |
Partículas magnéticas ou Líquidos Penetrantes, Ultrasom, Matalografia e Dureza. |
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Alterações Metalúrgicas |
Trincas superficiais e internas e alterações micro estruturais |
Pontos de concentração de tensão e ou regiões quentes |
Partículas Magnéticas ou Líquidos Penetrantes, Ultrasom, Réplica metalográfica e Dureza. |
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Sobre Pressão |
Trincas superficiais e internas |
Pontos de concentração de tensões |
Partículas Magnéticas ou Líquidos Penetrantes e Ultrasom. |
Tão importante quanto à escolha da melhor técnica de inspeção a ser adotada, é também a determinação de como o ensaio deve ser realizado. O detalhe de como ele deve ser realizado, depende basicamente das características físicas do equipamento e das descontinuidades que se pretende encontrar. Isso determina o nível de sensibilidade que devemos atingir no ensaio.
Referência:
Vasos de Pressão – Apostila do Curso de Formação de Inspetores de Equipamentos da Transpetro – Silva, Sérgio Machado, 2007.
Apostila do Curso Preparatório para Qualificação de Inspetores em Líquidos Penetrantes – Fernandes, Marcos Antônio Trindade, 2008.